27 de out. de 2009

Família , vivendo um novo tempo


Como devemos nos preparar, para enfrentar dias tão difíceis!( Ef 6.10-18)

Existem várias influências, que desestruturou as famílias. O ´´ser família``
hoje é bem diferente do que foi no passado.Hoje, vive-se um novo tempo para
a família, e é para dias como esses que precisamos estar bem preparados;
sabendo responder com´´ mansidão e temor`` a quem queira saber a ´´razão da esperança`` que há em nós ( 1Pe 3.15).A família é de fundamental importância
para a preparação do indivíduo para a vida e, como cristãos, não podemos dispensar seus favores. Dentre tantas influências e resultados impostos à família
pela modernidade, vamos destacar alguns que marcaram este momento e, de alguma forma, engendraram mudanças no contexto familiar.

1. PERDA REFERENCIAL- A família sempre foi o lugar do ´´eterno retorno``.
Podíamos sair para trabalhar, estudar,viajar e nos divertir, mas sabíamos que tinhamos um lar para onde retornar, tudo se ajustaria novamente a uma normalidade tranquilizadora. A modernidade trouxe outras alternativas. O indivíduo ampliou o seu mundo e, de uma visão intralar, passou a cultivar visão
exolar ou extralar. A casa ja não é mais acolhedora, ela é conservadora e consequentemente inibidora de descobertas, de crescimento, de expansão, como
o mundo de ofertas lá de fora insiste em nos alcançar. Então, a família passou a ser o opicentro de abalos morais e relacionais que expulsavam o indivíduo para fora- num sentido inverso de sua vocação- instigado que era pelas tentações advindas do poder desmantelador das seduções da modernidade sobre sua vida.

2.SUPERFICIALIDADE- A perda do referencial familiar- numa transição sutil do poder de influência, principalmente sobre os mais novos membros da família (
crianças, adolescentes e jovens )- transição esta do poder de coerção da família para o poder liberalizador da sociedade, da mídia e do dinheiro, fez com que surgisse uma erade relacionamentos superficiais, descatáveis, bem ao gosto de cada um e de interesses menos nobres. Esta suprficialidade gerou novos relacionamentos intralar dos tipos:´´cada -qual-vive- como-quer`` e ´´ninguém -é-de-ninguém``, onde
relacionamentos frios, distantes,vivendo-se sob a sombrado amor e da comunhão do passado, vão transformar a residência em mero dormitório, ou lugar de passagem para voltar a ganhar o mundo de fora no dia seguinte.

3.Descompromisso-
Nessa modernidade detentora de novos valores, os membros da família passam a ter compromisso somente com a sua satisfação pessoal. O hedonismo
marcante dos nossos dias- em que a satisfação e o prazer pessoais precisam ser alcançados a qualquer custo- é também decorrente dessa modernidade que, ao promover uma superficialidade de relacionamentos, também impõe um total descompromisso para com o outro. O próximo, como alvo de tentação humanitária e cristã ( como no exemplo de ´´Bom samaritano``- Lc 10. 25-37- ou do ensino de ´´amar ao próximo como a si mesmo``-Mc 12. 28-34), ´´o frustador de sonhos``. Ninguém quer se comprometer com nada e nem com ninguém. Já temos problemas demais para resolver.


4. COMPETITIVIDADE- Então, estes tempos modernos nos jogam dentro do cruel alçapão da competitividade. Temos de ser bons para prevalecer. Mais que isto, temos de ser os melhores. E isto não só com relação ao mercado de trabalho, mas também em todos os demais aspectos da vida: cultura, sociedade, esportes e até família. Foi deflagrado um processo de competição geral em que estamos sempre nos medindo, comparando, batendo com o outro para conferir quem sabe, quem faz e acontece e quem é melhor. Então o outro deixa de ser parceiro para sr adversário. E a vida vai se tornando cada vez mais árida e atroz.

5. URGÊNCIA-Paralelo a tudo isto, impõe-se um angustiante sentido de urgência. O que precisa ser feito deve ser feito já. Vivemos uma sociedade apressada, onde a correria é sua marca e o frenesi sua paixão. Não paramos, não pensamos nem ponderamos. Agimos. E no agir
desavisado e tresloucado, nem sempre a presença da sensatez e do equilíbrio, mas a ânsia da realização para se conquistar um lugar ao sol. E, muitas vezes, isto contamina as famílias cristãs e a própria igreja que cai num ativismo emburrecedor que consome energia e aniquile esperanças.

Como consequência, esse mundo plural impôs uma nova ética e uma nova moral onde ´´é proibido proibir``. Vivemos numa verdadeira sociedade de ´´vale tudo``, em que qualquer intervenção no sentido de disciplinar, corrigir, é vista de forma atravessada, não sendo bem recebida, inclusive dentro das igrejas.

Para termos um verdadeiro lar cristão, devemos obedecer o que diz a palavra:

´´ Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo.
Honra teu pai e tua mãe ( que é o primeiro mandamento com promessa)
para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.
E vos, pais, não provoqueis vossos filhos a ira, mas criais-os na disciplina e na admoestação
do Senhor.( Ef. 6: 1-4)

MARIDO E MULHER

As mulheres sejam submissas ao teu próprio marido,como
ao Senhor;
porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça
da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo.
Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres
sejam submissas ao seu marido.
Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si
mesmo se entregou por ela. Assim também os maridos devem amar a sua
mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama.
Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida,
como também Cristo o faz com a igreja.
( Ef. 5. 22-25, 28-29)

Que o Senhor continue abençoando todas as famílias dessa terra.









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